A proposta é mais urbana, mas pode pegar a estrada sem medo”, diz Robson Cotta, 59, gerente da área de engenharia experimental da FCA (Fiat Chrysler Automobiles). O engenheiro tem pouco mais de 1,80 m de altura e está sentado no banco de trás do Argo, para mostrar o espaço disponível nesse novo hatch compacto. A apresentação ocorre no autódromo da Fazenda Capuava, em Indaiatuba (a 98 km de São Paulo). A única opção disponível neste dia é a 1.8 HGT, que retoma a sigla esportiva usada pela marca nos tempos do hatch Brava.

O nome vem da mitologia grega: Argo era o barco no qual Jasão partiu em busca do velo de ouro. A Fiat dá uma longa explicação para justificar a escolha, que passa por pesquisas, consultorias, reuniões, listas e mais listas.

As primeiras impressões ao volante são obtidas na pista da fazenda, com curvas fechadas e retas curtas. É um bom lugar para perceber os movimentos laterais da carroceria e ver o quanto o Argo, na gíria dos fãs de carros, é “bom de chão”.

A utilização de aços mais rígidos na construção explica a firmeza do compacto, que já havia sido detectada no mundo virtual.

“Estamos implementando um método computacional de desenvolvimento que dá 95% de confiabilidade no mundo real. As simulações matemáticas reduzem custos”, diz Claudio Demaria, diretor de engenharia da FCA.

PADRÃO ELEVADO: O interior do Argo transmite  a impressão de se estar em um carro que pertence a um segmento superior. O padrão é o mesmo adotado na picape Toro.

A versão HGT tem detalhes em vermelho no painel e no quadro de instrumentos. A mesma cor aparece em um friso colocado no para-choque dianteiro, abaixo da grade.

Todos são equipados com ar-condicionado, direção com assistência elétrica e sistema “Start/Stop”, que desliga o motor em paradas no trânsito e o religa instantaneamente ao se tirar o pé do freio. Isso reduz o consumo no trânsito urbano. O Argo é o segundo compacto da Fiat a receber uma caixa automática tradicional no Brasil em vez das robotizadas Dualogic ou GSR. Segundo Adriano Resende, diretor de marketing da FCA, o Argo vem para substituir o Punto e as versões mais caras do Palio, em um segmento que representa 60% das vendas de veículos compactos no país.